Luiz Artur Ferraretto
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domingo, 7 de fevereiro de 2016
Saudades do Tangos e Tragédias
Elisa Kopplin Ferraretto
Luiz Artur Ferraretto
Era quase automático: no fim de dezembro ou início de janeiro, sempre que possível, já íamos nos agendando. E comprávamos os ingressos para a temporada anual de Tangos e Tragédias no Theatro São Pedro. Sempre para a quinta ou sexta fila, evitando um "chamamento voluntário" ao palco para dançar o Copérnico. Não que seja lá uma performance difícil: "Cê não pode mexer com as pernas. Cê não pode mexer com as mãos.". Parecia que era eterno, mas algo a sempre surpreender os vivos levou o Maestro Pletskaya em 7 de fevereiro de 2014, deixando tanto seu parceiro, Klaunus Sank, quanto nós, por aqui, bem longe do paraíso dos artistas da Sbórnia. Coisas da vida. No entanto, tão vão sair da memória aquelas noites, quando o espetáculo terminava em frente ao teatro, na Praça da Matriz, com Nico Nicolaiewsky e Hique Gomes regendo os maiores "bahs" do mundo.
Dias depois da morte de Nico Nicolaiewsky, o jornal Zero Hora publicou este artigo, assinado por um de nós, mas que expressa o sentimento de ambos. De fato, nós achamos que se trata da saudade de milhares de fãs.
Luiz Artur Ferraretto
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sábado, 31 de outubro de 2015
A Wikipedia de outros tempos
Luiz Artur Ferraretto
Já ouvi muitas vezes que a Wikipedia é uma espécie de "Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers", aquela, a de D'Alembert e de Diderot. Pela imprecisão e pela disseminação, meio senso comum, do conhecimento proporcionadas por este serviço, no entanto, a Wikipedia me lembra mais os velhos almanaques. E estes, me parece, eram bem mais simpáticos. Vejam só, por exemplo, as curiosidades oferecidas pela edição de 1958 do "Almanaque Eu sei tudo", várias delas citadas na capa.
Onde você iria achar coisas tão úteis como textos sobre as principais medalhas brasileiras ou a respeito de ex-libris?
Ah, você não sabe o que é um ex-libris... Bom, vai, então, dar uma olhada na Wikipedia. Já a palavra "almanaque" nem precisa procurar. Embora, no imaginário popular, remeta àquelas publicações distribuídas em farmácias, como esta aqui de baixo, trata-se de uma coleção de informações.
Já ouvi muitas vezes que a Wikipedia é uma espécie de "Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers", aquela, a de D'Alembert e de Diderot. Pela imprecisão e pela disseminação, meio senso comum, do conhecimento proporcionadas por este serviço, no entanto, a Wikipedia me lembra mais os velhos almanaques. E estes, me parece, eram bem mais simpáticos. Vejam só, por exemplo, as curiosidades oferecidas pela edição de 1958 do "Almanaque Eu sei tudo", várias delas citadas na capa.
Onde você iria achar coisas tão úteis como textos sobre as principais medalhas brasileiras ou a respeito de ex-libris?
A ideia de almanaque associa-se, por tradição, à de brinde, algo a ser ofertado ao cliente, em geral, no final de ano, contendo no seu interior informações relacionadas aos meses, às estações etc. Algumas destas publicações, ao contrário, tornavam-se tão atrativas que eram comercializadas, como esta da Bertrand, uma das mais importantes editoras em língua portuguesa do mundo.
Mas, para ir ao encontro do início deste texto, interessam mesmo são os deste tipo, aqueles que se propunham a ser uma espécie de enciclopédia compacta.
Com toda a tecnologia disponível, tanto os almanaquinhos de balcão de farmácia quanto os almanacões enciclopédicos seguem existindo. São formas populares de consulta. Sem conexões em código binário e parafernálias eletrônicas.
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